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Conheça as medidas de redução do impacto econômico causado pelo Coronavírus no Brasil

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A pandemia do coronavírus tem causado muito impacto a nível global, além de afetar diretamente a saúde, a economia também começa a sentir os resultados de um vírus altamente contagioso.

A China, país onde a nova mutação do vírus Corona teve sua origem é atualmente o maior exportador do mundo e também a segunda maior potência econômica do planeta. Com a contaminação em massa mudando a rotina dos chineses, a produção e comércio exterior tiveram que ser freados e esse foi o primeiro passo para que uma nova crise econômica começasse a se instaurar.

Logo o vírus começa a atingir outros países ao redor do globo, e aí vem o fechamento das fronteiras e um novo impacto na economia. A queda da bolsa de valores, cancelamentos de eventos no mundo inteiro e o medo de uma quarentena global paira no ar.

O pavor da falta de suprimentos leva as pessoas a estocarem qualquer coisa que estiver disponível, fazendo com que tudo cabe mais rápido. Supermercados, farmácias com prateleiras vazias começam a se tornar cada vez mais comuns.

Mas será que o momento é para pânico mesmo?

Economia desacelerada

Não há como negar que o atual cenário é preocupante. O mundo inteiro vai sentir em breve uma forte desaceleração da economia, causada diretamente pela incerteza do futuro. Grandes investimentos serão pausados, o comércio global tanto de produto quanto de serviço vão sendo forçadamente pausados.

Em um mundo globalizado, o que acontece em uma fábrica na China, consegue afetar diretamente a vida e a rotina de profissionais brasileiros. Além disso, o Covid-19 não afeta somente as indústrias. Restaurantes, bares, escolas, universidades, hotéis e eventos, também entram na rota do vírus.

Medidas governamentais para auxiliar as empresas a sentirem menos o impacto da crise.

Nesse momento, é importante manter a calma e se planejar. O ministério da Economia, adotou algumas medidas de contenção para minimizar o impacto dessa pandemia na economia interna, tais como:

Alíquotas zero para produtos de uso médico-hospitalar.

Como medida para enfrentar o coronavírus, o Governo Federal decidiu zerar as alíquotas de uma série de produtos de uso médico-hospitalar até o final de 2020. Também foi facilitado o desembaraço aduaneiro desses produtos. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18/3). Entre os produtos estão itens como álcool em gel, máscaras e luvas.

Maior facilidade na importação de alguns insumos

Será facilitado a burocracia e desembaraço na importação para insumos e matérias-primas industriais. Essa medida prevê a competitividade do Brasil na disputa por esses produtos.

Isenção dos impostos sobre produtos de bens necessários para o combate ao Coronavírus

Desoneração temporária de IPI para bens importados a serem listados que sejam necessários ao combate ao Covid-19 bem como a desoneração temporária de IPI para bens produzidos internamente listados que sejam necessários ao combate ao Covid-19

Aposentados

Os aposentados poderão antecipar a primeira parcela do 13º de aposentados e pensionistas pelo INSS em abril e a segunda parcela em maio. O valor estimado para essa medida é de R$ 23 milhões.

PIS/PASEP

Recursos não sacados irão para o FGTS e serão permitidos novos saques, valor estimado para essa medida é de R$ 21,5 milhões.

Abono Salarial

O benefício será adiantado para junho, para essa medida estima-se um valor de R$12,8 milhões.

Bolsa Família

Esse benefício irá receber uma injeção de 3,1 bilhões de reais o que vai permitir a inclusão de mais de 1 milhão de famílias que aguardam na fila de espera.

FGTS

As empresas poderão adiar o pagamento por até três meses. O que vai gerar um impacto de 30 milhões aos cofres públicos visto que os empregados continuarão tendo os valores depositados no fundo.

Simples Nacional

Também poderão adiar por até três meses o pagamento dos tributos federais, as empresas que participam do programa. Valor estimado de despesa R$ 22,2 milhões.

Sistema S

Corte de 50% na contribuição para instituições por três meses. Estima-se um valor de 2,2 bilhões de reais que não serão repassados a empresas como SENAC e SENAI.

SUS

Será redirecionado do saldo do fundo DPVAT para o SUS, R$4,5 bilhões.

Crédito

O fundo de amparo ao trabalhador irá liberar verba de R$5 milhões de reais para micro e pequenos empresários. Assim como a simplificação das exigências para contratação de crédito.

O reajuste fiscal é uma das soluções mais viável para que as empresas consigam sobreviver em tempos de crise. A previsão é que em breve o governo consiga liberar outros benefícios fiscais para conter uma possível alta do número de desemprego.

Existe uma previsão para que esse cenário volte a melhorar?

Não existe nenhuma certeza no momento de quando tudo voltará a se normalizar. Alguns líderes como o presidente dos EUA, Donald Trump, já admite que não tem como saber quanto tempo a crise causada pelo Coronavírus pode durar.

“(A pandemia) pode durar até julho, agosto ou talvez até mais tarde”, disse, durante o boletim diário da força-tarefa de combate ao coronavírus.

Entretanto, a China, país que mais sofreu com a pandemia do Covid-19 e que por consequência afetou todo o mundo, já apresenta sinais de que está voltando gradualmente a operar. Os dados mais recentes indicam que o número de novas contaminações é próximo a zero. Além disso, já há fábricas que estão a retomar a sua produção. É o caso da fábrica da Honda, em Wuhan, que voltou ao trabalho, embora de forma limitada, após ter estado encerrada durante cinco semanas.

Richard Marques

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