Processo de importação: confira os principais erros

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Não é incomum empreendedores se depararem com problemas de importação de mercadorias — o que, consequentemente, acaba gerando multas, atrasos e comprometendo a liberação alfandegária. Isso significa que o processo de importação não é para amadores.

A aquisição de mercadorias do comércio exterior exige um bom planejamento do importador, desde a escolha do fornecedor até a venda ao consumidor final.

Pensando nos deslizes cometidos por muitos, levantamos neste artigo os 7 principais erros do processo de importação. Acompanhe!

1. Ausência de um bom planejamento de importação

Tanto nos processos de importação quanto nos de exportação, a palavra de ordem é planejamento. O empreendedor precisa estar atento a todas as etapas de importação antes mesmo de dar início à negociação.

Deve-se considerar a origem da mercadoria, os canais de parametrização da Secretaria da Receita Federal, as modalidades de transportes, os tributos de importação e o local de desembaraço aduaneiro. Dessa maneira, podem ser evitados erros no processo de importação, como:

  • NCM incorreta;
  • tributação incorreta;
  • atraso na liberação alfandegária.

Para que não ocorram problemas no processo de importação, é fundamental que todos os pontos sejam analisados.

Na maioria das vezes, é justamente a falta de planejamento que compromete o negócio, impedindo a finalização da transação e, consequentemente, a venda.

2. Classificação fiscal incorreta

Conhecer a classificação fiscal é uma obrigação de todo importador. Isso porque cada produto é taxado de forma diferente ao entrar no Brasil.

A classificação fiscal serve para enquadrar a mercadoria que chega no país, sendo feita por um sistema conhecido como Nomenclatura Comum do Mercosul, ou NCM. Cada tipo de mercadoria ou produto tem um código correspondente no NCM, que vai determinar as alíquotas na tributação desses itens, entre outros.

De modo a evitar problemas ou erros na hora de informar à Receita Federal, é fundamental entregar as informações corretas — ou seja, um NCM errado pode devastar seriamente as finanças da empresa que importa ou exporta. Quando uma mercadoria é pega com o NCM incorreto e sofre desclassificação fiscal, além da multa de 1% de seu valor total, o Fisco também pode taxar o preço da mercadoria importada com a aplicação de outras multas e juros, encarecendo ainda mais o processo. 

Uma forma de evitar problemas nessa etapa é obter uma correta classificação com acesso a todas as informações técnicas do produto, além de ter um documento técnico para a prova.

3. Falta de tratamento fitossanitário na embalagem

Para mercadorias com dimensões maiores, o transporte geralmente é realizado em estrados de madeira. Dessa forma, a legislação internacional exige que o material em questão receba um tratamento de fumigação para o controle de pragas.

Não é incomum encontrar situações em que o produto chega no porto embalado em madeira não tratada que, quando recebida no Brasil, pode ser autuada pelo MAPA, exigindo do importador a troca ou o tratamento adequado.

Por isso, antes da importação, é fundamental que o importador exija do exportador a fumigação e o tratamento térmico, ambos requeridos pelo controle fitossanitário. Isso evitará transtornos durante o processo de importação.

4. Problemas processuais

São inúmeras as normas relacionadas à importação de produtos. Por esse motivo, é preciso conhecê-las para prevenir erros que podem custar muito caro. De modo a evitar problemas com a fiscalização ou demais órgãos públicos, é preciso fazer avaliações e análises sobre as exigências de liberação aduaneira no país.

É comum que “amadores” ou inexperientes nos processos de importação tentem burlar as leis, se deparando com consequências que, por vezes, acabam impactando negativamente as finanças. Sendo assim, é importante que o importador confira os contratos e saiba quais restrições podem impedir que as mercadorias entrem no país. 

5. Negociação com maus fornecedores

Quando a importação é negociada com maus fornecedores, o importador pode se deparar com produtos de qualidade inferior ou até mesmo ser vítima de amadores. Antes de qualquer decisão, é fundamental realizar uma boa pesquisa para conhecer a idoneidade de seus fornecedores.

O importador deve ficar atento às características do produto antes mesmo do embarque pelo exportador. Um erro recorrente entre empresas é não ter um bom acompanhamento ao importar produtos e mercadorias, não pesquisando a conduta e a reputação de representantes.

Com o crescente interesse em importar mercadorias, muitos empreendedores acabam deixando de lado uma boa avaliação sobre quais fornecedores e intermediadores são de confiança. Sendo assim, não deixe de pesquisar, verificar a qualidade dos produtos e conferir se a empresa fornecedora realmente é idônea no mercado.

6. Mudanças no processo produtivo do exportador 

Assim como nos demais processos produtivos, há épocas no COMEX em que o exportador pode trazer a mercadoria por outra rota, os custos podem mudar e tudo isso pode ser vantajoso para o importador. 

O empreendedor deve ficar atento às mudanças no processo produtivo do exportador de forma a verificar se, de alguma forma, a importação se torna mais em conta e se os custos podem ser reduzidos.

Para isso, averigue os custos incorridos, os procedimentos e o que pode dar errado antes de tomar qualquer decisão.

7. Falta de uma ajuda especializada no processo de importação

Um erro bastante comum de quem importa é achar que pode realizar todas as etapas sem o auxílio de profissionais capacitados, como contadores e despachantes.

Contar com uma ajuda especializada é o primeiro passo para evitar erros e falhas em todos os processos de importação. Por meio do auxílio de profissionais habilitados, é possível avaliar se realmente a compra de determinada mercadoria vale ou não a pena.

Isso também ajudará no acompanhamento de todas as etapas de importação, desde o processo de licença até o recebimento do produto nos portos.

Vale destacar ainda que é possível contar com um programa de gestão para importação, que vai ajudar, por exemplo:

  • a gerar as notas fiscais de entrada;
  • nas gestões de estoque e financeira;
  • a reduzir custos com infraestrutura própria ou de banco de dados;
  • a eliminar o uso de planilhas e processos manuais.

Nosso conteúdo foi útil? Ficou com alguma dúvida sobre os principais erros nos processos de importação apresentados? Entre em contato conosco agora mesmo. Vamos adorar conversar com você!