Hospedagem em nuvem para o Comércio Exterior. Porque isso é vital

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Quando falamos em gerenciamento de dados para a organização e automação de processos de uma empresa, é inevitável não pensar em duas coisas:  Datacenter e hospedagem de dados e Sistemas em nuvem.  Muitas vezes esses termos são confundidos, mas na prática o conceito e a forma como eles funcionam é completamente diferente. 

O Datacenter ou centro de processamento de dados (CPD), é o hardware onde são armazenados e gerenciados os sistemas e dados de uma organização.  São locais projetados para serem seguros, geralmente com controle de acesso, com eficientes sistemas contra incêndios, climatização por sistemas inteligentes e ar condicionado.

 ”A geração de energia do Datacenter conta com abastecimento por geradores, que são acionados quando o fornecimento pela distribuidora local falha”. 

Já o conceito de Hospedagem de dados e Sistemas em nuvem é mais amplo, por não necessitar de um local específico,  as informações não ficam armazenados apenas em um hardware. Os dados da organização no Sistemas em Nuvem são replicados e distribuídos para múltiplos servidores pelo mundo. 

Por isso o termo “nuvem”, justamente por não ter um local físico definido para o armazenamento dos dados. Essa distribuição e descentralização pode estar espalhada por múltiplos locais e servidores dentro de um mesmo local. 

Principais diferenças entre Datacenter e Sistemas em nuvem

Por estar em um local específico, o Datacenter está mais suscetível a sofrer problemas por desastres naturais, ou até mesmo mais exposto a fatores de falha humana. Outra grande diferença no Datacenter, em relação ao Sistema em Nuvem é na dificuldade do fator estratégico da escalabilidade

Para aumentar um recurso de servidor num ambiente tradicional de Datacenter, será necessário comprar novos hardwares para servidores, licença de software e etc. Ou seja, um processo complexo de compras, logística e fluxo de caixa. Consequentemente um aumento de gastos.  

No Datacenter você terá que considerar nos seus cálculos:  

  • Valor de aquisição dos servidores;
  • Vida útil;
  • Risco de parada, – (prejuízo gerado pela sua empresa de ficar 1 ou 2 dias sem faturar);
  • Link de internet (considerando que outras empresas e/ou pessoas externas terão que transacionar dados com essa infra); 
  • Backup;
  • Redundância de link; 
  • Redundância de disco;
  • Plano de recuperação de desastre; 
  • Softwares; 
  • Atualização periódica de software; 
  • Energia elétrica; 
  • Custo do espaço físico (aluguel, manutenção, condomínio, segurança, etc..);
  • Mão de obra. 

O Sistema em nuvem, contribui para a flexibilidade de acesso aos dados e informações em poucos cliques. Além de ser economicamente melhor,  por ser ajustável em relação à infraestrutura e o pagamento somente pelo que precisar e no tempo que utilizar. No ambiente Cloud, praticamente todas essas preocupações do Datacenter desaparecem. Você precisará escolher apenas: 

  • Um bom fornecedor, que atenda as certificações técnicas específicas para esse serviço; 

  • Um profissional ou parceiro para configurar o ambiente.  

A partir disso, você passa a ter recursos seguros. Uma equipe de suporte e atendimento dos fornecedores do serviços para resolver qualquer eventual problema, replicação de dados em continentes diferentes em tempo real, plano de recuperação de desastre em downtime de poucos minutos, escalabilidade e muitos outros.

No ambiente Cloud, você encontra serviços de banco de dados gerenciados, servidores de base, plataformas completas de e-mail, agendas, armazenagem de arquivos, plataformas de IA (machine learning, processamento de linguagem natural, voz para texto, texto para voz, reconhecimento facial, etc..), tradutores de idiomas, ferramentas para desenvolvedores e muito mais.

Um exemplo desse serviços, são os sistemas em i-ERP, que em algumas plataformas já rodam com robôs para processar dados previamente e tomar ações dentro dos padrões parametrizados, para fazer varreduras de grandes quantidades de dados externos e posteriormente processar para uma apresentação.

Apesar de todos os benefícios pontuados, migrar do Datacenter para o ambiente Cloud é uma transição complexa, principalmente para gestores e proprietários de empresas mais tradicionais.

Mas nesse novo ambiente Cloud, os gestores e proprietários não terão apenas servidores (hardwares) e softwares operacionais, mas contarão com uma gama de serviços simplificados, documentados e ofertados a preços justos. O ambiente Cloud está aí e não é mais tendência. É fato da transformação digital.

Leia sobre Sistema i-ERP para entender como é possível fazer o automação do fluxo operacional de comércio exterior

Sistemas em Nuvem para o Comércio Exterior

Para as empresas globalizadas ou que atuam fortemente com transações transfronteiriças (importação e/ou exportação de bens e/ou serviços), oferecer um serviço de excelência é vital. Estar visível e acessível globalmente para os seus clientes, fornecedores e parceiros é praticamente condição de existência.

No Brasil estamos vivendo um momento onde as próprias plataformas e dados geridos e fornecidos pelos órgãos governamentais, são inúmeros e de grande valor. A Declaração de Importação (ou agora com a DU-IMP), DU-e, Licenciamento de Importação, Siscomex Carga, Mantra, e muitos outros, são plataformas online onde os dados da empresa devem ser inseridos e podem ser consultados de forma muito fácil.

Por isso, até mesmo o cliente final tem acesso para explorar as informações de como funcionam os processos, como por exemplos os aduaneiros.  Essa facilidade de acesso, possibilita o conhecimento dos custos para todos os envolvidos na negociação.

Sendo assim, os Sistemas de Gestão em Nuvem, podem desenvolver Interfaces de programação de aplicações (API) ou robôs integradores para extrair o melhor resultado possível dessas inúmeras informações. Por isso a tecnologia de Sistemas em Nuvem para o segmento de comércio internacional é tão vital.  

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