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importação direta e indireta

Importação direta e indireta: qual o melhor método?

Recorrer ao comércio exterior para aquisição de maquinários e/ou matéria-prima pode ser fundamental para a manutenção ou o crescimento da competitividade das empresas em seus mercados de atuação. Para aumentar as chances de sucesso nesse tipo de operação, o gestor de comércio exterior deve escolher de modo preciso entre importação direta e indireta.

Embora sirvam para o mesmo propósito, esses dois métodos de importação apresentam algumas diferenças. Entre elas, pode ser destacado o fato de que a importação direta é realizada pela própria empresa, enquanto a indireta é conduzida por um intermediário que é especializado nesse tipo de operação.

Neste post, apresentaremos todos os pontos que uma organização deve levar em consideração quando for escolher o método de importação a ser utilizado, destacando as vantagens e desvantagens associadas a importação direta e indireta. Acompanhe!

Quais as principais diferenças entre importação direta e indireta?

Quando opta pela importação direta, a instituição realiza, por conta própria, toda operação de nacionalização dos produtos adquiridos. Logo, ela se torna responsável por todas as etapas do processo de importação, que vão desde a negociação com o fornecedor até a resolução de todos os trâmites legais e burocráticos.

Para realizar a importação por sua conta, a empresa precisa cadastrar-se e habilitar-se no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior). Este instrumento administrativo agrega, em um único sistema informatizado, as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior junto à Receita Federal do Brasil.

Na importação indireta, por outro lado, a companhia repassa a um terceiro todas as responsabilidades práticas relacionadas a esse processo. Esse intermediário, na maioria das vezes, é uma Trading Company que é especializada nesse tipo de transação comercial.

No caso da importação indireta, é como se ocorresse a terceirização do processo de nacionalização daquilo que se adquiriu no exterior. Ou seja, a firma contrata o serviço da trading no intuito de receber a mercadoria adquirida e se ver livre das obrigações logísticas, legais e burocráticas.

Quais as vantagens de cada método de importação?

Saber apenas as diferenças entre importação direta e indireta não é o suficiente para que uma empresa possa, de fato, escolher a opção que melhor se adéque à sua realidade. Para tanto, é preciso saber as vantagens associadas a cada uma das alternativas disponíveis.

Importação direta

Uma primeira vantagem relacionada ao método de importação direta é a possibilidade de os gestores obterem maior controle sobre o processo de nacionalização do produto adquirido no exterior. Nesse caso, são os próprios colaboradores da empresa os responsáveis pela importação, e ter funcionários com know-how nesse tipo de operação é um grande diferencial.

Além disso, quando a importação é realizada diretamente pela organização, a realização de adequações e adaptações ao longo do processo tende a ocorrer de modo mais fluído. Possíveis ruídos relacionados a problemas de comunicação com uma terceira parte são minimizados.

Outro ponto vantajoso diz respeito diretamente à questão financeira. Quando os intermediários são eliminados do processo, o custo total da importação tende a ser inferior, pois, como apontado anteriormente, são os próprios colaboradores da empresa que conduzem a operação. Desse modo, abre-se espaço para que o negócio possivelmente alcance uma maior margem de lucro no produto final que será transacionado no mercado.

Todas essas vantagens, contudo, vêm com um preço a ser pago. Tendo em vista a expressiva complexidade legal e burocrática do processo de importação, a corporação passa a depender fortemente do conhecimento técnico e prático do seu quadro de colaboradores. O desconhecimento de algum processo burocrático ou alguma lei pode ocasionar grandes transtornos, como retenção da carga junto à alfândega e possíveis prejuízos.

Logo, observa-se que algum investimento inicial precisa ser realizado. Por um lado, é possível a contratação de novos funcionários que já tenham know-how no processo de importação. Por outro, pode haver uma seleção de colaboradores correntes e um investimento em programas de treinamento e capacitação específicos nessa área.

Importação indireta

Primeiro ponto de destaque: as Trading Companies são firmas especializadas em operações de comércio exterior, como o processo de importação de maquinários e matéria-prima. Logo, elas podem trazer maior agilidade e segurança à operação quando comparadas à importação direta.

As Trading Companies costumeiramente têm uma ampla gama de fornecedores com os quais já tenham realizado transações anteriormente. Assim sendo, elas tendem a apresentar grande poder de barganha junto ao vendedor da mercadoria importada. Como se sabe, capacidade de negociação traduz-se, na maior parte das vezes, em menores preços.

Em algumas ocasiões, o desconto conseguido pelo intermediário pode até mesmo exceder o valor investido na importação indireta. Além disso, um relacionamento sólido e de longa data com o fornecedor possibilita que a Trading Company garanta maior qualidade dos produtos e pontualidade na liberação da carga.

Outra enorme vantagem associada à contratação de um intermediário reside no fato de a organização poder ficar despreocupada quanto às questões relativas aos trâmites legais e burocráticos. Nesse caso, não há necessidade de recrutar funcionários específicos para a realização das importações e nem de se investir em capacitação do atual quadro de pessoal.

Caso a solicitante da importação deseje ter maior participação nesse processo, ela pode escolher contratar a chamada importação por conta e ordem. A princípio, essa modalidade de importação indireta prevê que o intermediário realize apenas o despacho aduaneiro de importação, e, desse modo, a adquirente é considerada o importador de fato.

Quando desejar desfrutar, em sua totalidade, dos serviços oferecidos pela Trading Company, a firma pode contratar a modalidade conhecida como importação por encomenda. Nesse caso, a companhia intermediadora adquire as mercadorias no exterior por conta própria, promove o despacho aduaneiro de importação e, por fim, revende os produtos importados à empresa solicitante.

Ou seja, por meio da importação indireta, a empresa é capaz de transferir – total ou parcialmente – os riscos do comércio internacional para a intermediária. Por exemplo, possíveis problemas quanto ao idioma ou à cultura do país em que o fornecedor está localizado seriam resolvidos pela Trading Company contratada.

Agora que você já conhece as principais diferenças entre importação direta e indireta, deve saber também que, independentemente do método escolhido, é muito importante ter total controle sobre o fluxo operacional no setor de comércio exterior!

Para tal, é fundamental que toda empresa tenha um sistema de gestão empresarial. Foi pensando nisso que lançamos o módulo de Comércio Exterior, ferramenta capaz de atender a companhias interessadas em importação direta e indireta.

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