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Mercado Financeiro em meio a pandemia do Covid-19, o que esperar?

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Todos os dias somos bombardeados de notícias sobre a pandemia causada pelo coronavírus, os impactos na saúde, na economia e no mundo em geral. Isso é muito importante, a informação é a melhor arma para combater a Covid-19, tanto em relação a sua saúde quanto em relação à economia.

O surto de Coronavírus teve início no fim do ano de 2019 e de lá pra cá mais de 2 milhões de pessoas foram contaminadas, o suficiente para gerar um profundo impacto na economia mundial.

Desde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou o Coronavírus como uma Pandemia, as orientações para lidar com essa nova doença acabaram por mudar o comportamento das pessoas. O isolamento social  foi a principal orientação para que a curva de contágio seja achatada, assim impedindo um colapso no sistema de saúde.

O que mudou no comportamento da população?

Com a medida de distanciamento social, as pessoas estão sendo obrigadas a ficar em casa. Na França, algumas cidades tem endurecido essas medidas, proibindo até mesmo atividades ao ar livre e sujeito a recolhimento pela polícia.

Com isso, as empresas também foram obrigadas a adotar o home office como modelo de trabalho para que suas atividades não parem. Mas nem todos os setores conseguiram se enquadrar nessa nova configuração de trabalho. 

O comércio foi o que mais sofreu com tudo isso, empresários varejistas estão sendo obrigados a ficar de portas fechadas, principalmente em grandes centros de comércio, como shoppings em que a aglomeração de pessoas é mais evidente. Apenas serviços essenciais ainda continuam operando normalmente, supermercados, farmácias, padarias, prontos socorros e outros.

Com a circulação de pessoas menor, devido ao isolamento social a atividade comercial também vai diminuindo cada vez mais. Pessoas, trabalhando menos é igual a pessoas comprando menos, isso gera impacto direto no desemprego e na economia das famílias, das empresas e do país.

O que podemos esperar do mercado financeiro de investimentos em meio a tudo isso?

Quem possui investimento, seja na bolsa de valores ou em outros canais, também precisam estar mais atentos agora. Segundo a empresa Valor Investimentos, esse foi o pior trimestre da história do mercado global. Não somente o impacto da pandemia se deu na Bolsa de Valores, e também no PIB geral dos países, tendo uma queda média mundial de 4,2%.

Em contrapartida, para combater os efeitos do coronavírus na economia, o Banco Central (BC) lançou um conjunto de medidas que aumentará a liquidez do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em R$ 1,2 trilhão.

Essas medidas são:

  • Redução adicional do compulsório;
  • Aperfeiçoamento nas regras do Liquidity Coverage Ratio;
  • Dispensa de provisionamento para renegociação de operações de crédito;
  • Redução do Adicional de Conservação de Capital Principal dos bancos;
  • compromisso de revenda.de títulos soberanos em dólar;
  • Novo Depósito a Prazo com Garantias Especiais;
  • Flexibilização nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs);
  • Empréstimo com lastro em debêntures;
  • Maior possibilidade dos bancos recomprarem suas próprias letras financeiras;
  • Overhedge de investimentos em participações no exterior;
  • Tratamento tributário do Overhedge;
  • Injeção de recursos de prazos mais longos pelo BC via operações compromissadas com lastro em Títulos Públicos Federais (TPFs);
  • Redução do spread do nivelamento de liquidez;
  • Autorização para fintechs emitirem cartões de crédito e se financiarem no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
  • Intervenções nos mercados de câmbio – já implementada;
  • Linha de swap de liquidez em dólares americanos – já implementada;
  • Ações com o Tesouro Nacional – já implementada;
  • Programa de Empréstimos para Folha de Pagamentos (FOPA) – em elaboração;
  • Empréstimo com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito – em elaboração.

E as empresas, a que devem estar atentas?

Nem tudo é desesperador, existem uma série de medidas que o governo tem trazido para diminuir o máximo possível os danos causados por essa pandemia, tanto para a população mais vulnerável (classe trabalhadora) quanto as empresas que já tem mostrado alguns sinais de desaceleração financeira. 

No Brasil, por exemplo, no último mês o governo adotou algumas medidas de contenção para minimizar o impacto dessa pandemia na economia interna.

Além disso as empresas também devem observar e se adequar a um novo movimento da sociedade pós-coronavírus. O mundo não será mais o mesmo e somente aquelas empresas que conseguirem enxergar primeiro quais mudanças devem ser adotadas e entender que precisam se reinventar o mais rápido possível, vão sobreviver de fato.

A transformação digital é um assunto que já vem sendo abordado a algum tempo e que agora chegou com os dois pés na porta. Muitas empresas tiveram que adotar forçadamente algumas medidas como o home office e isso muitas vezes não significa cuidado ou qualidade. Existem muitos riscos no ambiente digital que devem ser levados muito a sério.

O futuro é definitivamente incerto?

Ninguém até hoje conseguiu dizer com certeza como será o futuro. A cada dia que passa a pandemia fica mais imprevisível, e ainda temos informações pouco confiáveis a respeito da sua dimensão. Uma pesquisa da London School Of Hygiene And Tropical Medicine na Inglaterra, estima que os casos oficialmente divulgados no Brasil na verdade representam apenas 11% do número real.

A única certeza é que o mundo não será o mesmo. Quem agora estiver mais atento às transformações e se mantiver informado, conseguirá tomar as decisões mais certas no tempo certo e assim ter mais probabilidade de um futuro em breve.

Richard Marques

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