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Porto Seco: qual sua importância para o comércio exterior?

O comércio exterior do Brasil tem crescido muito nas últimas décadas. Além da infraestrutura dos portos marítimos, existe a infraestrutura do porto seco, em diversos estados do país.

Nos últimos anos o crescimento dos portos marítimos não aconteceu no mesmo ritmo do crescimento do comércio exterior no país, o que representa perda de dinheiro e, consequentemente, de competitividade para os exportadores nacionais.

Uma alternativa viável para melhorar essa situação seria o uso dos portos secos, os quais vêm ganhando cada vez mais espaço no território brasileiro, mas que ainda podem crescer muito mais.

Continue lendo o post para entender como funciona a logística do porto seco, quais são as suas vantagens e a importância para o comércio do país. Boa leitura!

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Como é a logística do porto seco

O porto seco é um recinto alfandegário de uso público, explorado por entidade privada por meio de concessão ou permissão, considerado uma zona secundária (portos marítimos e aeroportos são as zonas primárias). Como tal, ele recebe as mercadorias importadas e a serem exportadas, em regime comum ou especial, mas sempre em área delimitada pela Receita Federal.

Assim, além de oferecer o serviço de armazenagem, movimentação e despacho, a empresa pode se valer do Depósito Alfandegado Certificado (DAC), por meio do qual é feita a exportação dos produtos, que já ficam com liquidação do câmbio antes mesmo do embarque, permanecendo armazenados à disposição do importador. Para efeitos fiscais, creditícios e cambiais, a mercadoria é considerada exportada.

Nesse sentido, a mercadoria objeto de exportação chega ao porto marítimo ou aeroporto já pronta para o embarque, reduzindo-se, significativamente, o tempo de espera e a burocracia nas zonas primárias.

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Quais são as vantagens do porto seco para o comércio exterior

Como ressaltado no início do post, os portos marítimos não cresceram na mesma velocidade das exportações e importações brasileiras, o que implica pouco espaço para armazenamento e muita demora na liberação das cargas.

As zonas secundárias têm entre as suas principais vantagens a redução de custo nesse processo, na medida em que contam com espaço suficiente e adequado para armazenagem e distribuição, além de receber as mercadorias desde o início do processo e proceder à montagem, etiquetagem, separação e picking.

Além disso, a carga importada pode permanecer armazenada por até 120 dias no porto seco, ao passo que na zona primária seria apenas 90 dias.

Outra vantagem é a maior agilidade do desembaraço aduaneiro, haja vista o menor volume de cargas; e como o tempo de espera é menor, economiza-se também com a armazenagem. Estima-se uma redução de até 30% dos custos quando comparado com os portos marítimos e de até 90% quando comparados com os aeroportos.

A importância do porto seco para o comércio exterior

Os portos secos tornam o comércio exterior mais viável para os empresários, em razão da facilidade e economia que proporcionam aos negócios, assim como pelo rápido escoamento.

Os portos secos representam, ainda, a possibilidade de o comércio exterior se tornar mais acessível em áreas interioranas do país, sobretudo naqueles locais onde o porto marítimo é inviável e os aeroportos não têm capacidade para escoamento de carga.

Nesse contexto, os portos secos podem ser operados em qualquer área do país, tornando a exportação para países vizinhos por via terrestre mais fácil e barata, como é o caso do porto seco de Cascavel e sua integração com o Paraguai e o porto seco de Anápolis, que conta com estrutura multimodal de escoamento.

Dessa forma, o porto seco é a melhor alternativa de fomento ao comércio exterior, na medida em que pode estar presente em todas as regiões do país e garantir o despacho aduaneiro mais rápido e mais barato.

Gostou do nosso post? Se ainda ficou alguma dúvida sobre o assunto, deixe o seu comentário abaixo. Até a próxima!

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