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RISCO CAMBIAL

Risco cambial: 5 passos para entender e evitar perdas

Risco Cambial: entenda como evitar perdas em 5 passos

Você sabe o que é risco cambial? O mercado de câmbio é o maior dos mercados financeiros mundiais, sendo esse o comércio em que a moeda de um país é trocada pela de outro. A maioria das operações internacionais é efetuada a partir de um conjunto de moedas, dentre essas, o dólar americano.

Essas operações são feitas nos maiores bancos comerciais espalhados pelo mundo, e sua ligação é estabelecida entre essas instituições bancárias por transmissão de dados, de modo que uma taxa de câmbio é o valor da troca de uma moeda pela outra.

Frequentemente, as oscilações nas taxas de câmbio são uma das causas que mais colaboram para comprometer o lucro das organizações brasileiras em transações no comércio exterior. Isso ocorre devido à falta de compreensão necessária sobre o risco cambial.

Muitos gestores não têm o entendimento essencial sobre risco cambial e, sem a devida administração, essas taxas podem levar a perdas.

Dessa forma, um bom gerenciamento e um planejamento estratégico podem reduzir os riscos e, ainda, contribuir para o sucesso nas negociações internacionais da empresa. Então, quer saber o que é e como funciona o risco cambial? Leia este post e descubra!

1. O que é o risco cambial?

Primeiramente, o risco de câmbio consiste na incerteza frente ao valor da moeda como resultado das oscilações da taxa de câmbio.

Logo, pode ser entendido como a probabilidade de as taxas de câmbio entre as moedas dos países exportadores se moverem contrariamente, entre a data de cotação e a de liquidação de uma comercialização.

Desse modo, as instituições ou investidores com ativos e transações comerciais têm a possibilidade de ganhos ou perdas imprevisíveis como resultado das alterações nas taxas cambiais entre as moedas. O risco cambial pode ser dividido em diferentes tipos. Veja:

  • risco de exposição: tenta determinar a medida do fluxo de caixa a ser atingida, mediante previsão;

  • risco de previsão: analisa a possibilidade de variação da taxa no período de negociação para ter uma noção de sua cobertura;

  • risco de mercado e transação: pondera os riscos unidos a cada mercado em particular e a possibilidade de uma operação não sair como o desejado;

  • risco do sistema: analisa as falhas ou fraquezas do sistema gerencial da exposição aos riscos na organização;

Vale lembrar que o risco cambial é o resultado comum e natural das relações estabelecidas entre empresas de moedas diferentes.

2. Como funciona o risco cambial?

Como dito, uma organização está sujeita a esse risco se tiver valores a pagar e a receber que sejam diretamente influenciados pelas taxas de câmbio. Normalmente, isso ocorre com negociações entre duas instituições de países e moedas diferentes.

Para tanto, nessas negociações, os contratos descrevem os valores dos produtos com precisão — vendidos ou adquiridos — assim como os períodos precisos de entrega. No entanto, essas empresas encaram os riscos de alteração nos valores a serem recebidos em outra moeda pela exportação mediante variação das taxas de câmbio, podendo aumentar ou reduzir.

3. Quais empresas estão sujeitas ao risco cambial?

Como esse risco está relacionado à probabilidade de perdas financeiras nas transações e nas oscilações sofridas pelas taxas, é constante a preocupação das empresas sujeitas ao risco cambial.

Contudo, as organizações que trabalham com importação ou exportação de produtos e serviços e, ainda, os investidores que fazem transações financeiras internacionais, devem atentar ao gerenciamento eficiente do risco.

Portanto, toda operação financeira internacional, efetuada por pessoa física ou jurídica, está sujeita. Desse modo, ao assumir os riscos e estar vulnerável aos fatores externos, cabe à instituição planejar-se minuciosamente para alcançar a diminuição dos custos e o aumento dos lucros, definindo a margem de fluxo de caixa que estará ligada à taxa de câmbio.

Existem alguns elementos que podem atingir diretamente as empresas que lidam com o risco de câmbio. São alguns deles:

Declínio nas taxas de câmbio

Com a diminuição dessas taxas, ocorre a desvalorização da moeda, sendo benéfico para as exportações, tornando-as mais competitivas. No entanto, isso não é vantajoso para as importações, visto que gera inflação.

Aumento das taxas de câmbio

Com a subida das taxas, as organizações diminuem seu volume de vendas, devido à perda da competitividade das exportações no mercado concorrencial.

 

4. Como reduzir o risco?

Apesar da existência do risco cambial, é possível evitá-lo ou minimizá-lo. Desse modo, explicitaremos algumas maneiras de reduzir esses riscos:

Câmbio na condição ACC

Ao contratar um câmbio na condição ACC — adiantamento sobre contrato de câmbio —, há um financiamento do valor a ser recebido antes do embarque do produto. Normalmente, é um benefício disponibilizado por instituições financeiras especializadas em comércio exterior.

Hedge cambial

Atualmente, investir em fundos de investimento ou fundos negociados em Bolsas que estão cobertos é uma das opções de proteção ao retorno financeiro em operações comerciais internacionais.

Conhecidos como hedge, eles têm como objetivo proteger os ativos da instituição em vista de uma possível diminuição do preço da moeda estrangeira e, ainda, garantir o congelamento dos valores de uma dívida que precisa ser paga. Também são mais sofisticados, como a compra e venda de contratos futuros.

Forward cambial

É uma estratégia que objetiva restringir as preocupações com as taxas cambiais por meio de contratos regulados que estabelecem os fluxos de caixa futuros, por tempo e montante específico. Seu principal benefício é extinguir as dúvidas, no entanto, costuma ter prazo de 1 ano, no máximo.

Swap cambial

Outra estratégia que pode diminuir o risco cambial é o swap cambial, cuja finalidade é proteger o negócio, utilizando financiamentos e negociações com empresas estrangeiras por meio de aplicação flexível e regular.

O sucesso dessa estratégia depende de saber analisar as instituições parceiras com o intuito de diminuir os riscos. Além disso, é necessária a observação dos requisitos de crédito e montante.

5. Gestão de risco cambial

O sistema de gestão é extremamente necessário e vantajoso para o gerenciamento empresarial, principalmente no que diz respeito aos riscos cambiais.

Com a gestão, é possível observar as etapas da negociação cambial, obtendo maior controle de custos, menores chances de prejuízos e, ainda, domínio sobre o fluxo de caixa mais centrado.

Por conseguinte, com as inovações tecnológicas e com o avanço da informatização, uma ferramenta que pode ser muito útil para as organizações é o uso do sistema ERP.

Esse sistema pode solucionar uma série de problemas e tornar a empresa mais coesa, visto que proporciona avanços tanto tecnológicos quanto operacionais.

Em suma, o risco cambial pode ser reduzido mediante uma gestão eficiente e responsável. Porém, vale ressaltar que o ideal é buscar ajuda de uma empresa especializada para evitar problemas e ter desvantagens nas negociações antes de efetivar transações de importação e exportação.

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Deixe seus comentários no post e interaja conosco!

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