Entenda como a transparência impacta os processos de exportação

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Captar novos clientes e expandir os negócios fazem parte da visão de todo grande empreendedor. Entretanto, a burocracia e a falta de transparência, principalmente em processos de exportação, afetam o desempenho de quem almeja novos horizontes.

Apesar de ser um dos maiores produtores mundiais, o Brasil se encontra na 25ª posição dos maiores exportadores do mundo, com participação de, apenas, 1,2% nas vendas. Os dados são do relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com a pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das empresas exportadoras afirmam encontrar entraves para expandir as vendas internacionais.

Esse panorama representa um problema para um país que deseja se tornar mais competitivo mundialmente. Consequentemente, afeta os negócios e o posicionamento estratégico de empresas que desejam alavancar vendas. 

Os processos de exportações

Assim como qualquer outra transação de uma empresa, as exportações precisam estar devidamente regulamentadas para evitar penalidades e/ou embargo das mercadorias.

Além de conseguir a habilitação para exportar com o Siscomex, o fabricante precisa obter todas as certificações necessárias e exigidas pelo importador, assim como passar pela fiscalização dos trâmites aduaneiros.

Em termos de transparência, o Brasil ainda está muito atrás de outros países, o que compromete o desempenho dos empresários. Pois, além de terem que recorrer a vários órgãos para obterem as licenças, estes ficam a mercê dos prazos de cada um deles. E essa situação, por sua vez, afeta as negociações com os clientes e fornecedores, principalmente estrangeiros.

As promessas de melhora

Visando facilitar os processos de exportação, o governo lançou, em março, o Novo Processo de Exportações do Portal Único do Comércio Exterior, que incrementa o atual Siscomex. Por enquanto, o sistema está restrito às transações aéreas mas, até o fim do ano, a meta é englobar também exportações por meio marítimo, fluvial, rodoviário e ferroviário.

Em nota, o governo afirma que a iniciativa oferecerá simplificação nos processos e trâmites para as vendas externas das mercadorias nacionais. E, ainda segundo o governo, quando implantado, o Novo Portal Único reduzirá o tempo médio das exportações de 13 para 8 dias. Esta medida tem como meta alcançar cerca de cinco milhões de operações anuais de exportação, envolvendo mais de 25,5 mil empresas.

Os benefícios da tecnologia

Entre os processos que receberam melhoria, por conta das novidades anunciadas pelo governo, está o Exporta Fácil. Trata-se de um serviço de exportação dos correios que atenderá, principalmente, micro e pequenas empresas.

Agora, esses empresários passam a ter acesso à declaração Única de Exportação (DUE), documento que visa automatizar o processo de exportação, assim como reduzir os prazos para os processos de envio de mercadorias. 

Por meio da automatização e integração de processos, o empresário obtém mais agilidade nas transações. Afinal, hoje em dia, tempo é de suma importância nos negócios, principalmente quando se mantém relações comerciais com negociantes estrangeiros.

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